Enquanto cresce o debate sobre uma possível privatização dos serviços de água em Bom Jesus do Itabapoana, problemas enfrentados por municípios que já passaram por esse processo acendem um sinal de alerta para a população. No Sul Fluminense, a paciência de prefeitos com a concessionária Rio+Saneamento está perto do limite. O que começou como uma articulação de apenas três municípios se transformou em um movimento que agora reúne 17 prefeitos, todos cobrando providências da Agenersa contra a empresa responsável pelos serviços de água e esgoto.
A reunião entre os gestores municipais e a agência reguladora está marcada para o dia 17, às 11h, na sede da Agenersa, e contará também com representantes da Casa Civil do Estado do Rio de Janeiro, responsável pelo processo de concessão dos serviços que antes eram operados pela CEDAE.
A mobilização começou no fim do ano passado, liderada pelos prefeitos Babton Biondi, Luiz Fernando Pezão e Luciano Muniz. Segundo eles, desde a entrada da concessionária têm sido registrados problemas frequentes no abastecimento de água, dificuldades de atendimento e demora na solução de demandas das prefeituras.
A articulação ganhou força nesta semana durante uma reunião realizada na prefeitura de Vassouras, com a participação da prefeita Rosi Silva e do prefeito de Paracambi, Andrezinho Ceciliano. A partir daí, todos os gestores municipais atendidos pelo chamado Bloco 3 da concessão da antiga Cedae foram convocados para discutir uma ação conjunta.
Alerta para Bom Jesus
A situação vivida nessas cidades levanta preocupações em municípios que ainda discutem o futuro do sistema de abastecimento, como Bom Jesus do Itabapoana. Especialistas e lideranças locais alertam que, embora a concessão possa trazer investimentos, também existem riscos como aumento de tarifas, dificuldades no atendimento à população e menor controle do poder público sobre um serviço essencial.
Em várias regiões do estado, moradores têm relatado falta d’água, demora em reparos e cobranças consideradas altas após a mudança para o modelo privado.
Diante desse cenário, o debate sobre o futuro da água em Bom Jesus do Itabapoana ganha ainda mais importância. Para muitos, a experiência de outras cidades pode servir como um alerta sobre os desafios e possíveis prejuízos que podem surgir quando um serviço essencial passa para a iniciativa privada.
Blog Redação News BJI