Uma mãe de Bom Jesus do Itabapoana usou as redes sociais para fazer um desabafo emocionante e um apelo público em defesa do filho, uma criança autista que poderá perder a mediadora escolar com quem construiu vínculo ao longo de três anos.
No relato, a mãe destaca que, para crianças dentro do espectro autista, rotina e previsibilidade são fundamentais para garantir segurança emocional e desenvolvimento saudável.
“Meu filho é uma criança autista. Ele não lida com mudanças como as outras crianças. Para ele, rotina é segurança. Vínculo é porto seguro. Confiança não se constrói em uma semana, nem em um mês. Demora anos”, escreveu.
Segundo ela, a mediadora não é apenas uma profissional de apoio, mas a principal referência da criança dentro da escola. “É quem traduz o mundo para ele quando tudo fica alto demais, rápido demais, difícil demais. É quem segura a mão dele quando o mundo parece grande demais”, relatou.
A possível substituição da profissional preocupa a família, que teme impactos emocionais e pedagógicos. “Como explico para uma criança que levou anos para confiar em alguém que essa pessoa simplesmente não estará mais lá? Inclusão não é trocar peças como se fossem descartáveis”, afirmou.
O desabafo reforça a importância de políticas públicas que garantam inclusão real e contínua, respeitando o tempo e as necessidades individuais de cada aluno.
“Não estou pedindo privilégio. Estou pedindo respeito. Estou pedindo que olhem para o meu filho como um ser humano, não como um número em uma planilha”, destacou.
A mãe encerra dizendo que não ficará em silêncio diante da situação. “Ele não é um custo. Ele não é um problema. Ele é uma criança que precisa de estabilidade para continuar crescendo.”
Blog Redação News BJI


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