Aos 17 anos, Lavynia Silvestre, aluna do Colégio Estadual Marcílio Dias, publica "O Que Me Leva Até Você" e destaca o papel da escola e dos professores em sua jornada literária
A paixão pelas palavras ganhou forma física e páginas impressas para a estudante Lavynia Silvestre, de 17 anos. Aluna da 3ª série do Ensino Médio no Colégio Estadual Marcílio Dias, localizado no Distrito de Carabuçu em Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense, ela transformou o hábito de criar histórias no romance “O Que Me Leva Até Você”.
A obra foi lançada oficialmente em março de 2026 pela plataforma de publicação independente UICLAP, marcando o início da trajetória pública da jovem no universo literário.
Do hábito de infância ao primeiro romance publicado
O livro acompanha a história de Margot Van’shein e Dante, dois jovens de realidades distintas que desenvolvem uma relação intensa, marcada por conflitos, medos, descobertas e superação. Embora o romance seja sua estreia no mercado editorial, a escrita já era uma velha conhecida no cotidiano de Lavynia.
"Não foi exatamente minha primeira experiência literária, porque eu já escrevia histórias antes, mas foi o primeiro livro que consegui lançar oficialmente. A escrita sempre fez parte da minha vida, então esse lançamento acabou sendo um passo muito importante para mim."
O papel da escola e os desafios da rotina
Conciliar a rotina puxada do último ano do Ensino Médio — com provas, trabalhos escolares e a preparação para o vestibular — com o processo de escrita e publicação foi um grande desafio. No entanto, Lavynia encontrou no ambiente escolar o combustível que precisava para seguir em frente.
Os professores do Colégio Estadual Marcílio Dias abraçaram o projeto, adquirindo exemplares e ajudando ativamente na divulgação do romance.
"A escola teve um papel importante porque foi um ambiente onde eu desenvolvi muito minha criatividade e minha escrita. Alguns professores me incentivaram bastante quando eu dei a notícia, comprando o livro e divulgando. E isso faz uma diferença enorme quando a gente está começando."
Para a autora, segurar a obra finalizada nas mãos trouxe um sentimento de dever cumprido e mudou sua perspectiva sobre o próprio potencial:
"É uma sensação muito surreal, porque durante muito tempo isso parecia algo distante. Então eu me sinto muito feliz e realizada por ter conseguido transformar uma ideia minha em algo real, algo que outras pessoas podem ler e sentir."
Um conselho para futuros escritores
Como uma jovem que superou as barreiras da folha em branco e os desafios do mercado editorial independente, Lavynia deixa um recado inspirador para outros estudantes que também sonham em colocar suas ideias no papel:
Não espere o momento perfeito: A segurança total raramente chega antes da ação.
Comece com o que tem: O medo e a dúvida fazem parte do processo criativo.
Acredite no potencial da sua ideia: Grandes projetos costumam nascer de pequenos rascunhos.
"Não esperem se sentir prontos para começar. Se você ama escrever, comece mesmo com medo, insegurança e dúvidas. Porque, às vezes, aquele projeto que parece pequeno pode virar algo muito maior do que você imagina."
Blog Redação News BJI


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