BOM JESUS DO ITABAPOANA (RJ) — A rotina de trabalho e circulação na região central de Bom Jesus do Itabapoana tem sido marcada pelo medo e pelo sentimento de insegurança. O cruzamento entre a Rua Expedicionário Paulo Moreira e a Rua Tenente José Teixeira tornou-se ponto frequente de conflitos e desentendimentos envolvendo pessoas em situação de rua, gerando apreensão em comerciantes, funcionários e pedestres que passam pelo local diariamente.
Em um desabafo gravado em vídeo, uma funcionária de um estabelecimento comercial situado naquela região descreveu a rotina exaustiva de ter que interromper o expediente para garantir a segurança própria e a dos clientes. Segundo o relato, os episódios de violência, agressões verbais e briga de rua têm ocorrido com frequência quase diária.
“Sempre se repete. Tenho que fechar a porta da loja para me manter em segurança e manter os clientes seguros, esperar a briga e o ‘showzinho’ deles acabar para depois reabrir. Não dá, a gente já está cansado disso. Dá vontade de agir por conta própria, mas a gente não pode, porque sai como errado”, relatou a trabalhadora no vídeo.
Histórico de conflitos e falta de assistência
A comerciária ressaltou que a situação se estende há semanas e citou episódios graves ocorridos recentemente, como o registro de indivíduos portando armas brancas (facas) e ripas de madeira no local. Em relatos mais recentes, a testemunha mencionou desentendimentos por motivos banais, disputas por dinheiro e abordagens ostensivas com pedidos de esmola, que frequentemente evoluem para agressões físicas no meio da via pública e ameaças a motoristas e pedestres.
Imagens gravadas na Rua Expedicionário Paulo Moreira mostram brigas corporais em pleno dia e em meio ao trânsito de veículos. Em uma das cenas, dois homens entram em confronto físico na via, caindo ao chão ao lado do meio-fio enquanto pedestres tentam intervir para cessar a agressão. Em outros registros, objetos como bancos de madeira e engradados aparecem jogados na pista após os confrontos.
Ainda segundo os relatos veiculados nos vídeos, há um sentimento generalizado de impotência por parte dos comerciantes locais diante da eficácia do apoio social e das medidas vigentes. Os trabalhadores cobram um posicionamento e a intervenção urgente do Poder Público, dos órgãos de assistência social e das forças de segurança para garantir a integridade física da população e restabelecer a ordem na área comercial do município.
Blog Redação BJI


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