Páginas

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

ESCRITORA BONJESUENSE ALINE BORGES LANÇA LIVRO SOBRE SUPERAÇÃO E RECOMEÇOS

Natural de Bom Jesus do Itabapoana, a autora revisita em “Refém de Mim” a batalha contra a síndrome de Guillain-Barré e sua reconstrução pessoal após 31 dias na UTI
Transformar uma experiência de quase morte em arte exige coragem. Foi exatamente essa a jornada percorrida pela escritora Aline Borges, orgulho de Bom Jesus do Itabapoana. Em seu livro de estreia individual, “Refém de Mim — Quando perder o controle foi o que me salvou” (Editora Novo Arco), a bonjesuense compartilha o doloroso e inspirador processo de reconstrução de sua autonomia e identidade após ser acometida por uma doença neurológica rara.
“Nunca foi sobre vencer. Foi sobre permanecer”, resume Aline, ao refletir sobre a obra que nasceu de uma virada drástica em sua vida.
Em janeiro de 2021, a escritora foi diagnosticada com a síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune que ataca o sistema nervoso periférico. O avanço rápido do quadro a levou para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde passou 31 dias — incluindo um período em coma sob ventilação mecânica. De volta para casa, Aline enfrentou um longo e severo processo de reabilitação motora e emocional.
Da vivência ao fazer literário
Radicada em Campos dos Goytacazes — onde trabalha e realizou o lançamento oficial na Academia Campista de Letras (ACL) —, formada em Enfermagem e Publicidade, com MBA em Marketing, ela já traçava um caminho na poesia e nas crônicas, abordando o cotidiano, a maternidade e as relações humanas. Contudo, a experiência com a dor crônica e a perda temporária dos movimentos deram uma nova dimensão à sua escrita.
“Eu tenho a dor, mas ela não me tem”, pontua a autora, destacando que “Refém de Mim” vai muito além de um diário hospitalar. O livro é uma reflexão sensível e profunda sobre vulnerabilidade, fé, maternidade e a coragem de continuar quando todas as certezas desmoronam.
Projeção além das fronteiras regionais
Antes de reunir amigos, familiares e a comunidade cultural do Norte e Noroeste Fluminense na ACL, Aline levou a obra para a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, onde apresentou seu trabalho e representou a literatura regional em um dos maiores eventos do setor no país.
Para a comunidade de Bom Jesus do Itabapoana, a conquista de Aline Borges celebra não apenas o talento de uma filha da terra, mas também a força de quem soube reaprender a existir dentro da própria pele e transformar o sofrimento em inspiração para leitores de todo o Brasil.

Blog Redação BJI

Nenhum comentário:

Postar um comentário