Márcio Bruno Carvalho, nome ligado ao deputado afastado Rodrigo Bacellar (União), retorna à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) como chefe de gabinete do parlamentar. A nomeação acontece em meio à maior reestruturação administrativa da Casa, marcada por demissões em massa e o avanço de investigações.
Márcio Bruno havia sido exonerado em 16 de dezembro, horas após o início da segunda fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal, em um Diário Oficial extra publicado pelo presidente interino, Guilherme Delaroli (PL). À época, a exoneração de Bruno e outros aliados de Bacellar foi vista como um movimento preventivo para reduzir o impacto político das apurações.
O retorno acontece semanas após Delaroli exonerar 206 servidores, um movimento que teve início após o afastamento de Bacellar da presidência e o aprofundamento das apurações que atingem seu círculo político. Mesmo afastado, Bacellar mantém a prerrogativa das nomeações em seu gabinete.
Márcio Bruno assume a chefia de gabinete de Bacellar, substituindo Igor Gomes de Azevedo. Ele já havia ocupado a função no início do mandato de Bacellar como deputado estadual. O nomeado também integrou a banda Os Mulekes, historicamente ligada a Bacellar, e seu nome já foi citado em inquéritos anteriores do Ministério Público do Rio.
Paralelamente às demissões, Delaroli tem preenchido cargos estratégicos com aliados de seu reduto político de Itaboraí, nomeando, por exemplo, o ex-secretário Guilherme Ferreira Delphim Pereira para subdiretor de Assuntos Legislativos da Alerj. Nos bastidores, as exonerações e os rearranjos administrativos são vistos como um reposicionamento político da Casa.
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