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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

“PEDIDO DE SOCORRO”: FUNCIONÁRIA DE SORVETERIA DENUNCIA CLIMA DE INSEGURANÇA E VIOLÊNCIA NO CENTRO DE BOM JESUS DO ITABAPOANA

BOM JESUS DO ITABAPOANA, RJ – O que deveria ser um local de lazer e consumo para as famílias bonjesuenses tornou-se palco de medo e violência gratuita. Uma funcionária de uma tradicional sorveteria, localizada no cruzamento estratégico entre a Rua Expedicionário Paulo Moreira e a Avenida Tenente José Teixeira, usou as redes sociais para fazer um desabafo desesperado sobre a rotina de brigas, ameaças e desordem pública que tomou conta da calçada do estabelecimento.
Dez Anos de Trabalho, Um Ano de Caos
Trabalhando no mesmo local há sete anos, a colaboradora relata que a paz foi interrompida há cerca de um ano. Segundo ela, a calçada é diariamente ocupada por grupos que consomem bebidas alcoólicas, intimidam transeuntes e deixam rastros de sujeira.
"Não é sobre likes, é sobre um pedido de socorro!", afirmou a funcionária, ressaltando que o problema ultrapassou a esfera da conveniência e tornou-se uma ameaça direta à integridade física de funcionários e clientes.
Episódio de Violência: Facas e Pedradas
O ápice da indignação ocorreu recentemente, quando uma briga generalizada em plena luz do dia forçou o fechamento das portas da sorveteria com clientes ainda em seu interior. De acordo com o relato, o confronto envolveu o arremesso de pedras, o uso de bicicletas como armas e, em um momento de extrema tensão, um homem foi avistado portando uma faca.
"Tivemos que fechar a porta com medo de sermos alvos no meio dessa palhaçada. Até quando viveremos à mercê disto? Será que vão esperar alguém sair machucado ou um vidro ser quebrado para tomarem providências?", questionou.
Impacto no Comércio Local
Além da segurança, o prejuízo econômico é visível. Clientes estão evitando frequentar o local devido ao assédio e às abordagens agressivas. A funcionária relata que, ao negarem dinheiro, as trabalhadoras são frequentemente insultadas e xingadas. O clima de impunidade é agravado por cenas de violência doméstica presenciadas no local, incluindo agressões físicas contra mulheres.
Onde Está o Poder Público?
A pergunta que fica para as autoridades locais — Prefeitura, Guarda Municipal e Polícia Militar — é clara: quem pode intervir nessa situação?

Blog Redação News BJI

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