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sexta-feira, 24 de julho de 2026

CALÇADO: PERÍCIA CHEGA À CASA ONDE O CORPO ESTÁ DE MONIQUE; COMPANHEIRO DIZ QUE MATOU APÓS BRIGAS E USOU BANCO DE MADEIRA

Polícia Científica iniciou os trabalhos na residência agora a pouco. Mário Almeida Pinto confessou o crime e relatou que matou Monique durante uma discussão. Ex-companheiro da vítima acredita que a pressão das investigações levou à confissão.
Novas informações reforçam os detalhes do caso que chocou São José do Calçado e colocou fim, de forma trágica, a 24 dias de buscas por Monique Fernandes.
A aproximadamente 30 minutos, equipes da Polícia Científica chegaram à residência onde o corpo da vítima está localizado para realizar os procedimentos periciais. O trabalho dos peritos é considerado fundamental para esclarecer a dinâmica do homicídio e reunir provas que serão incorporadas ao inquérito da Polícia Civil.
Confissão aponta que crime aconteceu por discussões
De acordo com informações obtidas, Mário Almeida Pinto, companheiro de Monique e autor confesso do crime, afirmou aos investigadores que o casal mantinha constantes desentendimentos o que aparenta ser o motivo que levou Mário a cometer tamanha brutalidade.
Segundo as informações preliminares, ele relatou ter utilizado um banco de madeira existente na residência para agredir Monique com diversos golpes. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
As circunstâncias do crime e os detalhes da confissão ainda serão oficialmente apresentados pela Polícia Civil.
Obra na casa chamou a atenção durante as investigações
Ao longo da cobertura do desaparecimento, o Café com Política ES recebeu relatos de que, um dia após o desaparecimento de Monique, Mário teria iniciado uma pequena obra na residência.
Vizinhos disseram ter ouvido barulhos semelhantes aos de quebra de piso e paredes. Também chamou a atenção a presença de montes de areia na calçada do imóvel, o que levantou suspeitas entre moradores.
Essas informações passaram a ser consideradas pelos investigadores e, com a localização do corpo na residência, deverão integrar o conjunto de elementos analisados pela Polícia Civil para esclarecer toda a cronologia do crime.
Ex-companheiro diz que pressionou Mário horas antes da confissão
O Café com Política ES, conversou agora a pouco com João Elias, ex-companheiro de Monique e pai dos dois filhos da vítima, contou que conversou com Mário na manhã desta sexta-feira.
Segundo ele, durante a conversa, insistiu para que Mário apresentasse provas de sua inocência, já que, em sua avaliação, todos os indícios apontavam para ele.
João acredita que o companheiro de Monique não suportou a pressão causada pelo avanço das investigações e pelas suspeitas que recaíam sobre ele, decidindo confessar o crime poucas horas depois.
Alívio pelos filhos, mas tristeza pelo desfecho
Abalado, João Elias afirmou que, apesar da dor pela morte de Monique, sente alívio por saber que os dois filhos do casal — uma adolescente de 14 anos e um menino de 12 anos — não foram vítimas da violência.
Neste momento, ele está se deslocando de Marataízes, onde trabalha, para São José do Calçado, com o objetivo de reencontrar os filhos e prestar apoio à família.
"É um alívio saber que meus filhos estão bem, mas é uma tristeza enorme pela forma como tudo terminou", resumiu.
Investigação continua
A Polícia Científica permanece realizando os trabalhos periciais no imóvel. Após a conclusão da perícia, o corpo será removido para os procedimentos legais.
A Polícia Civil deverá divulgar, nas próximas horas, novas informações sobre a prisão de Mário Almeida Pinto, a formalização da confissão e os próximos passos da investigação.
Continuaremos acompanhando o caso e traremos novas atualizações assim que houver confirmação oficial das autoridades.

Café com Política ES

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