Páginas

quinta-feira, 23 de julho de 2026

EX-COMPANHEIRO DE MULHER DESAPARECIDA EM CALÇADO QUEBRA O SILÊNCIO, ADMITE QUE MENTIU SOBRE BOLETIM DE OCORRÊNCIA E REVELA NOVOS DETALHES

Mais de três semanas após o desaparecimento de Monique Oliveira Fernandes, de 33 anos, em São José do Calçado, o companheiro dela, Mário Almeida, decidiu falar pela primeira vez.
Na entrevista exclusiva concedida à reportagem do Café com Política ES, ele respondeu aos questionamentos levantados por familiares e amigos da mulher, reconheceu que informou à mãe de Monique que havia registrado um boletim de ocorrência quando, na realidade, isso não havia acontecido, explicou o motivo dessa decisão e apresentou sua versão sobre outros pontos que passaram a cercar o caso.
A conversa também trouxe novos elementos sobre o relacionamento dos dois, o estado emocional de Monique antes do desaparecimento e as diligências realizadas pela Polícia Civil.
Mário admite que mentiu sobre o boletim de ocorrência
Um dos pontos que mais chamou a atenção da família foi a informação de que existiria um boletim de ocorrência registrado logo após o desaparecimento.
Na reportagem publicada, a mãe de Monique contou que foi pessoalmente à Delegacia de Polícia Civil e descobriu que nenhum registro havia sido feito.
Questionado sobre a divergência, Mário reconheceu que realmente informou à mãe da companheira que havia registrado o boletim, mas admitiu que isso não era verdade.
Segundo ele, acreditava que Monique retornaria para casa, como já teria acontecido em outras ocasiões.
"Não fiz boletim porque imaginei que ela faria como da outra vez que saiu. Meu erro foi ter dito à mãe dela que havia feito o boletim."
Ele explicou que, em um episódio anterior, Monique também deixou a residência por alguns dias, situação que, segundo ele, fez acreditar que tudo se repetiria.
Relacionamento já havia terminado, afirma companheiro
Outro assunto abordado durante a entrevista foi a situação do relacionamento entre os dois.
Mário afirmou que eles já não viviam mais como casal, embora continuassem morando na mesma residência.
Segundo ele, ambos haviam combinado permanecer juntos temporariamente até que Monique encontrasse outro local para morar.
"Já não éramos um casal. Ela dizia que aquela não era mais a vida que queria para ela."
Ainda de acordo com Mário, Monique frequentemente organizava seus pertences para sair de casa, mas acabava desistindo da decisão.
Mário disse que ela levou da casa uma bolsa de roupas, seus documentos pessoais e a bolsinha em que guardava os remédios.
Por que a família não foi avisada?
Questionado sobre o motivo de não ter comunicado imediatamente a mãe de Monique sobre o desaparecimento, Mário afirmou que acreditou que ela voltaria espontaneamente.
Segundo ele, essa convicção foi baseada em episódios anteriores.
"Imaginei que seria como da outra vez. Quando dizia que iria embora, ela sempre falava que alguém iria buscá-la."
A mãe da mulher só tomou conhecimento do desaparecimento por meio do ex-companheiro de Monique, João Elias Silva.
Vídeo de câmera de segurança ainda não foi localizado
Outro ponto esclarecido por Mário envolve as imagens de uma câmera de monitoramento.
Na primeira reportagem, o ex-companheiro de Monique afirmou que havia recebido a informação de que existiriam imagens mostrando a saída dela da residência.
Agora, Mário explicou que nunca teve acesso a esse vídeo.
Segundo ele, a ideia de procurar as imagens partiu do próprio João Elias.
Ele afirmou que apenas nesta semana conseguiu solicitar ao vizinho a busca pelos registros.
Até o momento, nenhuma gravação foi localizada ou apresentada.
Companheiro confirma tratamento psiquiátrico
Durante a entrevista, Mário também comentou sobre a saúde de Monique.
Ele confirmou que ela fazia acompanhamento psiquiátrico e utilizava medicamentos controlados.
Segundo ele, diferentemente do que foi relatado por uma amiga da mulher, Monique não estava totalmente sem a medicação.
De acordo com Mário, ela havia reduzido o uso por iniciativa própria porque acreditava que alguns remédios lhe faziam mal.
"Ela ainda fazia uso dos medicamentos, mas tomava apenas quando começava a sentir ansiedade."
Ele informou ainda que acompanhava Monique nas consultas com o psiquiatra responsável pelo tratamento.
Hipótese de crise emocional
Questionado se acredita que Monique possa ter sofrido uma crise emocional antes de desaparecer, Mário respondeu que ela já havia apresentado episódios semelhantes anteriormente.
Segundo ele, essa possibilidade não pode ser descartada.
Apesar disso, ressaltou que não sabe o que realmente aconteceu e também aguarda respostas sobre o paradeiro da companheira.
Esclarecimentos na Polícia Civil
Mário informou ainda que compareceu na tarde de ontem à Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos sobre o desaparecimento.
Segundo ele, a polícia já o ouviu oficialmente e as investigações continuam.
Divulgação limitada nas redes sociais
Outro ponto levantado pela reportagem foi a ausência de publicações pedindo ajuda para localizar Monique em suas redes sociais.
Mário explicou que praticamente não utiliza mais o antigo perfil que possui no Instagram.
Segundo ele, a divulgação foi feita apenas pelo WhatsApp.
Também afirmou que trabalha em áreas rurais e frequentemente permanece sem acesso à internet, o que dificulta responder mensagens e acompanhar as redes sociais.
Caso segue cercado de mistério
Apesar dos novos esclarecimentos apresentados por Mário Almeida, o desaparecimento de Monique Oliveira Fernandes continua sem respostas.
Até o momento, não há informações oficiais sobre seu paradeiro.
Enquanto familiares acreditam que ela possa ter sofrido uma crise emocional, outras pessoas próximas levantam diferentes hipóteses para o desaparecimento. Nenhuma delas, porém, foi confirmada pelas autoridades responsáveis pela investigação.
O que diz a Polícia Civil?
Procurada pelo Café com Política ES, a Polícia Civil informou que o desaparecimento de Monique Oliveira Fernandes segue sendo investigado. Segundo a corporação, equipes estão realizando diligências para tentar localizar a mulher, incluindo contatos com hospitais da região, unidades de saúde de municípios vizinhos, como Rio das Ostras (RJ), clínicas médicas, o Departamento Médico Legal (DML) e outras forças policiais.
Apesar dos esforços, até o momento não há informações concretas sobre o paradeiro de Monique. A Polícia Civil também informou que, de acordo com relatos da própria família, esta não é a primeira vez que ela desaparece. Em uma ocasião anterior, Monique permaneceu cerca de uma semana sem dar notícias antes de retornar para casa, fato que também está sendo considerado durante as investigações.
Entenda o caso
Monique Oliveira Fernandes, de 33 anos, desapareceu no dia 30 de junho, em São José do Calçado.
Desde então, familiares e amigos realizam buscas e tentam reunir informações que possam ajudar a localizar a mulher.
Nas últimas semanas, o Café com Política ES ouviu a mãe, o ex-companheiro, uma amiga próxima e, agora, o atual companheiro de Monique. Os relatos apresentam versões diferentes sobre os acontecimentos que antecederam o desaparecimento, aumentando o mistério em torno do caso.
A família informou que a conta bancária de Monique permanece sem movimentação desde um dia antes do desaparecimento e pede que qualquer informação sobre seu paradeiro seja comunicada imediatamente à Polícia Civil ou pelo telefone (28) 99274-4024.
Até o momento, Monique continua desaparecida e as investigações prosseguem.

Café com Política ES

Nenhum comentário:

Postar um comentário