A prática cada vez mais comum de instalar quebra-molas em Bom Jesus do Itabapoana continua gerando acidentes e críticas. Para muitos, a sensação é de que, no município, qualquer problema de trânsito — seja excesso de velocidade, parada irregular ou falta de fiscalização — é resolvido sempre da mesma forma: com a construção de mais uma lombada.
Na tarde de sábado (15/11/2024), essa cultura voltou a mostrar seus riscos. Um motociclista sofreu queda ao passar por um quebra-molas recém-instalado na saída de Bom Jesus sentido Itaperuna, em frente à Disvale. O obstáculo, como de costume maior e mais elevado que o padrão, surpreendeu quem trafegava pelo local e acabou provocando o acidente.
Sem sinalização adequada, aumenta o perigo em vez de preveni-lo. Alguns condutores afirmam que o excesso de lombadas prejudica o fluxo, causa frenagens abruptas e pode colaborar para novas quedas, batidas e danos a veículos.
O problema não é novo. Em diferentes bairros, comerciantes e motoristas reclamam que a cidade se tornou um labirinto de quebra-molas, muitas vezes instalados sem estudos técnicos, sem consulta à comunidade e sem considerar alternativas como fiscalização, melhorias na sinalização, educação no trânsito ou requalificação viária.
Enquanto isso, vítimas continuam surgindo. O motociclista que caiu no sábado após perder o controle da moto ao tentar superar o obstáculo recém-construído.
A política de mobilidade vai além da solução imediatista das lombadas; busca projetos de engenharia de tráfego mais eficientes, seguros e sustentáveis.
Blog Redação News BJI


O radar seria melhor.
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